DST

dez 3, 2012 by     Comentários    Posted under: Artigos, Gravidez, Planejamento Familiar, Pré Natal, Pré-Nupcial

As DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) englobam todas aquelas que podem ser adquiridas durante o ato sexual. O uso de preservativo deve ser sempre lembrado, pois evita a grande maioria dessas doenças e a AIDS. As vulvovaginites são infecções do trato genital, em vulva e vagina, causadas por agentes bacterianos e fúngicos, nem sempre associados ao ato sexual. Originadas devido um desequilíbrio da flora vaginal. Sua causa pode ser desencadeada por algumas doenças, como o diabetes, o uso de antibióticos e corticóides, estresse, erros na alimentação, hábitos de higiene, ciclo menstrual, clima, vestuário e estado da imunidade. Neste artigo serão expostas as infecções mais comuns nos consultórios de ginecologia.

DSTs

1. Tricomoníase
• Causado por um protozoário, o Trichomonas vaginalis
• Os sintomas são corrimento abundante de cor amarelo-esverdeada de mau cheiro, prurido (coceira) vulvar intenso, hiperemia e edema (inchaço) de vulva. Pode causar dor durante a relação sexual, dor ao urinar e dor em baixo ventre
• O tratamento deve ser feito com antibióticos orais e pomadas vaginais. O parceiro sempre deve ser tratado.

2. Gonorréia
• Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae
• A infecção pode não apresentar sintomas em 60 a 80%. Quando sintomática, os sintomas podem ser leves, dor durante a relação sexual, dor ao urinar e dor em baixo ventre, no exame ginecológico pode ser visto o colo do útero sensível com secreção mucopurulenta. Se não for tratada corretamente, pode evoluir para doença inflamatória pélvica. O tratamento é feito com antibióticos. Deve-se tratar o parceiro.

3. Clamídia
• Infecção causada por uma bactéria, a Clamydia Trachomatis
• Infecção de grande importância devido a sua alta freqüência e dificuldades para o seu diagnóstico e também pelas graves repercussões sobre o aparelho genital. Estima-se que 60 a 70% das infecções possam ser assintomáticas, por isso a dificuldade no diagnóstico.
• O colo do útero é o local preferido para a clamídia iniciar o processo infeccioso, que se desenvolve como erosões que sangram facilmente ao exame e secreção mucopurulenta, opaca e amarelada. Também pode apresentar uretrite (infecção na uretra) causando dor ao urinar, aumento da freqüência urinária em menores quantidades e urina com pus.
• As complicações mais graves que podem ocorrer são aderências pélvicas, dor pélvica crônica, gestação tubária e infertilidade.
• O diagnóstico é feito através do exame ginecológico e de exames de culturas celulares e pesquisa do agente. O tratamento é feito com antibióticos e o parceiro deve ser tratado.

4. Herpes genital
• Causado pelo vírus Herpesvirus hominis tipo 2 (mais freqüente).
• A infecção é dividida em 2 categorias: Infecção primária: os sintomas podem se manifestar de formas mais leves ou mais intensas. Dentre eles estão maior sensibilidade local, formigamento, ardências ou prurido antes do aparecimento das lesões, que são avermelhadas, vesículas (bolhas) agrupadas, úlceras e depois crostas. Pode haver aumento dos gânglios (ínguas) nas virilhas, mal-estar geral e febre. Infecção secundária: geralmente é mais branda e mais curta que um episódio primário. Ocorre pela reativação do vírus ou nova infecção. Os sintomas são menos intensos e se caracterizam por aumento da sensibilidade local, prurido, queimação, vesículas, úlceras e crostas. Do aparecimento das lesões até a completa melhora, decorre uma a duas semanas.
• O diagnóstico é geralmente clínico e o tratamento tem como objetivo reduzir a freqüência e a intensidade dos episódios de infecção. Usam-se analgésicos, antialérgicos e a medicação antiviral.

5. Condiloma acuminado
• Causadas por alguns sorotipos do vírus HPV
• Manifesta-se como verrugas, principalmente na vulva, períneo e região perianal, mas podem aparecer na vagina e no colo uterino. Geralmente é pouco sintomático, mas pode haver queixa de ardência, sangramento após a relação sexual, queimação e dor, dependendo do tamanho e da localização das verrugas. É mais freqüente em pessoas com problemas imunológicos.
• O diagnóstico é clínico, algumas vezes necessitando de biópsia. O tratamento é realizado com aplicação de ácido nas lesões, cauterização, laser e retirada através de procedimento cirúrgico.

VULVOVAGINITES

1. Vaginose bacteriana:
• O agente mais comum é a Gardnerella vaginalis
• É a causa mais comum de corrimento vaginal, que é de aspecto cremoso, branco-acinzentado, com odor fétido, que piora após a menstruação e a relação sexual. Porém, pode ser assintomático em 50% das vezes.
• O diagnóstico é feito através do exame clínico e microbiológico. O tratamento é realizado com cremes vaginais e antibióticos.

2. Candidíase:
• É causada por fungos, sendo o mais comum a Candida albicans
• Uma das principais queixas nas consultas ginecológicas devido aos seus sintomas, que se caracterizam por prurido vulvar e vaginal, ardor, dor ao urinar, dor na relação sexual, edema e hiperemia de vulva, corrimento de coloração branca, grumosa (aspecto de leite coalhado) e inodora. Diz-se que mais de 70% das mulheres têm a infecção pelo menos uma vez na vida. Alguns fatores são predisponentes, como: gravidez, diabetes, obesidade, uso de antibióticos, corticóides e imunossupressores, hábitos de higiene, duchas vaginais, uso de piscinas e praias e vestuário (calça jeans, roupas de banho).
• O diagnóstico fundamenta-se no quadro clínico e no pH vaginal.Além do tratamento com antifúngicos tópicos, vaginais e orais, devem-se instituir medidas auxiliares, como evitar roupas justas e sintéticas, evitar duchas vaginais, alimentação correta, identificar e corrigir fatores predisponentes.

Dra. Maurea do Rosário
CRM 23314
RQE 253